Fiquei pensando em quantas vezes fui chamada de gorda; também em quantas vezes fui chamada de preta, macaca, juba de leão, etc. E coisas que nem tem a ver com físico. Quando criança e adolescente esse tipo de constrangimento me era bem comum. Na infância me entristecia, na adolescência levava na brincadeira. Na vida adulta carrega ignorância ou mágoas. Aliás, é triste ver como adultos isso ainda acontece, porque os que nos apontam defeitos carregam consigo a infantilidade da língua felina e os preconceitos aprendidos.
Interessante é que tudo isso hoje me fez mais forte. Me fez enxergar um outro lado que eu não via.
É preciso e importante dizer também como no decorrer da vida existem pessoas que enxergam qualidades e nós não vimos... Em mim viram qualidades que eu não via - por uma autoestima prejudicada pelo preconceito. Mas qualidades que me são peculiares sendo gorda e preta! Uhuuu!! E como eu me amo hoje! Adoro minha cor, meu cabelo, meu tamanho... E lógico que quero emagrecer... heheheh.
Aliás, quem não passa por isso, né? rsrsrs
Mas ao ver o espelho lembrei como precisamos de uma auto análise diária assim como fazemos uso do espelho para ter boa aparência. É preciso se enxergar, se conhecer, se entender e se aceitar. Mudar então algumas coisas e manter outras. Acima de tudo, se analisar no espelho da vida para não apontar nos outros defeitos, quando o que precisamos é mudar os nossos... Defeitos todos temos. A diferença é que tentamos maquiar sempre a partir do momento que acordamos. Mas nem sempre estamos dispostos a arrumar para não precisar maquiar.
Qualidades? Temos tantas! E porque não valorizar sem desmerecer o outro? Precisamos aprender a valorizar, aprimorar e deixar transbordar as nossas e da outro.
Falar mais positivamente. Calar mais negativamente.
“E por que se preocupar com um cisco no olho de um irmão, quando você tem uma tábua no seu próprio olho?" - Mateus 7:3
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