quinta-feira, 15 de maio de 2014

Seria o amor exclusivista?

Parece estranho dizer, mas generalizamos o sentido do amor. O tornamos tão banal e usual, que muitas vezes esquecemos do seu real significado, sua abrangência e influência na vida de cada um. Inclusive, muitos usam a desculpa do "amor" para justificar seus erros e crimes.
Quando falamos de Bíblia, vemos uma coisa muito interessante... o significado do amor: "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." - 1 João 4:7-8.
Assim sendo, se Deus é amor, banalizamos então a Deus? Sim. Ao chamarmos o ato sexual de "fazer amor" (fazemos Deus?), de dizer que matou porque o/a amava (motivos pra crime), por dizer que ama determinada pessoa mais que tudo na vida (endeusamento do ser).
Verdadeiramente o amor deve ser puro, abnegado, amplo, genuíno e gratuito; nunca deve ser egoísta, restritivo, falso... porque então não é amor! Quando em minha meditação sobre "A Lei do Amor", quis dizer exatamente isso... a Lei representa a essência daquele que a fez, transfere em nós diretrizes para que venhamos a exercer isso de melhor forma. Um exemplo disso vemos em Romanos 13:10 quando diz que "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." Então, acho que pelo menos aqui você já entendeu melhor o post de ontem.
Mas, sobre essa questão do amor em si, quando o aplicamos à pessoa de Deus, podemos de certa forma, em nossa visão humana num rápida leitura bíblica, avaliar um certo exclusivismo da parte de Deus em ter para si um povo "exclusivo" como Ele mesmo muitas vezes o chamou. Era um povo diferenciado, que começara por Adão e Eva, e logo estendera-se aos descendentes, que já em pecado se fazia a distinção dos que eram bons e dos que eram maus.
A grande verdade é que nunca fora intenção de Deus que houvesse essa divisão de classes, e tivesse um povo exclusivo; mas este fazia-se necessário pelo pecado. Os povos eram bem distintos quanto à crenças, costumes, rituais, gostos, atitudes, pensamentos, condutas... era bem nítido em tempos primórdios, quem era devoto ao Senhor Deus Criador e Mantenedor, e quem eram os devotos de outros muitos deuses que se faziam desde aquelas épocas. Logo, era necessário que Deus "ajuntasse" os seus filhos como um único povo, para que fosse diferenciados dos outros povos da Terra. Bem como na promessa a Abraão de que sua descendência sera como as estrelas (incontáveis) até aos dias que conhecemos, é intuito de Deus que Seu amor não seja exclusivista, mas INCLUSIVO! Deseja Ele agregar-nos como um só povo!
O real propósito do amor, é fazer-se contagiar, espalhar entre outros, unir as pessoas, agregar a comunhão, o respeito e o afeto; é parte do amor a caridade, a misericórdia, a benevolência, a amizade, o bem estar. E esse é unicamente o propósito divino, quando em Seu amor e graça, escolhe entre a multidão de pessoas, aqueles que lhe são fiéis para que se distinguam dos demais que não creem, para que sejam Seus representantes aqui nesta terra, e atinjam outros com o amor que provém de Deus.
Quando olhamos os tempos dos povos da Bíblia - em especial o Antigo Testamento, muitas vezes enxergamos a Deus como um sanguinário que só desejava destruir e matar povos inteiros, desde crianças até idosos. Mas, ao analisar a história destes povos, vemos que eram extremamente perversos, que invadiam terras, eram violentos e frios, sacrificavam crianças aos ídolos, praticavam imoralidades sexuais... tinham uma vida plenamente pecaminosa. Deus, conhecendo o futuro, sabia que eram rebeldes a ponto de não se arrependerem de seus maus atos. A bem da verdade, o amor pode sim ser contaminado pelo ódio, como vemos muitas vezes. Deixaria então Deus, que seus filhos fossem contaminados e destruídos sob influência perversa? Antes, cortava o mal pela raíz afim de preservar os que restavam.
Na história do dilúvio, vemos que por um período de tempo, Noé fora incumbido de construir uma enorme barca para salvação; muitos testemunharam esse ato da construção e pregação "um tanto louco" da parte dele em fazer algo contra uma chuva que nunca havia caído! Mas, quantos creram no futuro acontecimento para que se arrependessem dos seus pecados e fossem salvos?
Posteriormente, vemos também a história da prostituta Raabe, que ajudou espias israelitas na conquista de uma cidade. Por fim ela foi salva da morte que assolaria o seu povo pecaminoso, arrependeu-se da sua má conduta, casou-se com um israelita e tornara-se tataravó do Rei Davi. Raabe fora mãe de Boaz, que casou com Rute - uma moabita, cujo povo era descrente em Deus - (lembra da história e do livro? Ela viúva como a sogra, deixara sua vida para ficar com a sogra e cuidar dela já na velhice... fora agraciada por Deus também!) e por fim ambas entraram na linhagem genealógica de Jesus!
Mais tarde então, vemos a comovente história do povo de Nínive no livro de Jonas; um povo perverso, violento e que cometia atrocidades a todo o tempo. Jonas fora chamado por Deus para pregar o arrependimento ao povo, e ele, em sua descrença sobre essa possibilidade, tentou fugir, não querendo dar a oportunidade ao povo de conhecer sobre Deus e Seu amor. Finalmente ele foi, o povo se arrependeu de seus maus caminhos, e fora poupado de uma destruição como a que havia afligido a Sodoma e Gomorra. Enfim, temos inúmeros exemplos na Bíblia de como Deus era inclusivo, ao querer o arrependimento e conversão dos povos em pecado e perversidade, sendo transformados pelo amor. 
Mas o mais belo e singelo de todos os exemplos que temos, é o amor de Deus por nós: INCLUSIVO! Deus abriu mão do salário eminente do pecado dando-nos um período de tempo mesmo após pecarmos, do seu coração ferido ante nossa rebeldia, do Seu amado Filho... Ele nos deu uma nova chance, para sermos amados, salvos e remidos dos nossos pecados. Temos chance de gozar do Seu amor e bondade enquanto vivos!
O amor de Deus quer juntar-nos sob suas asas (Mateus 23:37), nos proteger e nos guardar muito mais do que imaginamos (Isaías 49:15-16), que cuida de nós muito mais que dos passarinhos, pois mesmo quando todas as dificuldades nos assolam, Ele está ao nosso lado (Mateus 6:25-34). Presos em nosso egoísmo, não enxergamos assim o amor terno e puro de Deus, inclusivo e estendido a todos os povos, todas as raças, todas as Suas criaturas. O amor de Deus é tão imenso e infinito, que mesmo nos vendo neste mundo participantes do pecado, deseja ter-nos livres deste, num mundo novo, limpo, puro e plenamente feliz de paz e amor.
O amor de Deus é único! É terno e perfeito, livre de toda angústia, prisão, avareza e egoísmo que nos motiva a cada atitude. Nosso amor, diferente do dEle, tende ao próprio interesse; buscamos a nossa felicidade quando buscamos a outros para nos completar... E Deus? Ele vê e almeja puramente NOSSA felicidade... pois a verdadeira felicidade é alcançada quando se faz outros felizes. E o verdadeiro amor só e sentido e compartilhado, quando se é abnegado e livre.

"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.
Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão." - 1 João 4:18-21

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." - 1 Coríntios 13:1-13

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A Lei do amor


Se tem uma que é eterna, é as normas de conduta estabelecidas por Deus. É algo resumido em poucas palavras, mas com amplo significado e aplicabilidade à nossa vida através dos séculos.

De fato, quando expressamos amor por algo, não o desejamos fazer somente em palavras. Quando amamos alguém, desejamos presentar, estar junto, fazer o bem e tornar feliz os seus dias. Queremos verdadeiramente o que há de melhor para ela! 
Olhando por este prisma, porque com Deus seria diferente em relação à nós? Poderia ser Deus amor, querendo-nos o mal? Deixaria-nos a perecer com o pecado, a injustiça, os erros, sem nos orientar no rumo certo a se seguir? Eu creio que não!
Um fato também interessante é que "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta." - Tiago 2:26. Logo, posso amar em pensamento, fazer crescer o sentimento... mas que valia teria o amor sem a prática deste e sem sua distribuição aos que precisam?
A palavra de Deus é plena, é profunda, reflexiva, de singeleza mas também profunda sobriedade e sabedoria. Os mandamentos são normas de conduta simples, mas que pelo pecado parece-nos até difícil de praticar. Afinal, como é difícil não colocar nada em nossa vida acima de Deus - talvez um filho, cônjuge ou pais. Como é difícil não clamar o nome de Deus a cada instante por coisas que nos acontecem. Que trabalhoso é permanecer no repouso de adoração aos sábados quando toda a população dá-se ao trabalho laboral. O que dizer do respeito aos pais, quando na velhice os internamos em asilos? E que dizer da morte, quando matamos não somente de fato, mas arrancamos a vida de alguém destruindo seus sonhos e projetos? Quando traímos as pessoas pela nossa mesquinhez de satisfação, na amizade, na confiança, no namoro até o casamento? Quando furtamos ao simplesmente pegar algo "emprestado" e nunca mais devolver? Quando não medimos nossa língua e nosso cérebro, e espalhamos coisas da nossa própria cabeça, ou ideias que ouvimos e não verificamos a veracidade dos fatos? E o que nos dizer da cobiça? A maior e mais avassaladora dos pecados... é por ela que roubamos, traímos, mentimos, desrespeitamos, idolatramos. É por desejar o que não nos pertence, e não estarmos satisfeitos com o que somos, que passamos a alimentar em nós o bichinho da inveja e cobiça - o pecado que tirou Lúcifer do céu e o transformou em Satanás.

Deus é sábio! Ele sabe o que é melhor para Seus filhos. Não seria a morte do nosso Criador e Salvador Jesus que colocaria por terra e anularia um conjunto de regulamentos que visa somente o nosso bem estar e nossa melhor comunhão com Ele mesmo e com o próximo.
Para muitos é difícil essa associação. Crê-se que a lei fora abolida... mas ela é um conjunto! O conjunto das normas não seria invalidado, quando Jesus veio justamente para pagar o preço que essas normas requerem... se assim não fora, não seria mais fácil anular tudo ao invés de passar pela morte? Afinal, Jesus é o autor da lei! Ele tem todo o poder para isso...

Devemos pedir constantemente a Deus:
Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei. - Salmos 119:18
Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração. - Salmos 119:34
Sem a ajuda divina, sem Sua graça e poder, não seremos capazes de cumpri-las, pois nosso ser é pecaminoso, tendencioso, egoísta... e não estamos dispostos a abrir mão do que somos! Se O amamos de fato e verdade, qual o problema em seguir o que Ele deu como exemplo para nossa vida?
Palavras de amor são muito bonitas, todos nós gostamos de ouvir. Mas, de que vale as palavras sem os atos que as comprovem?

Como saber o que é a verdade?

Muitas coisas neste mundo são tidas por plena verdade. Coisas que a ciência descobre, a história revela, a geografia mostra, os cálculos demonstram... coisas que se noticiam, outras que acontecem, palavras que ouvimos, coisas que vemos. Mas... o que é verdade de verdade?
Bom, como primeira regra, a bíblia nos dá uma diretriz: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." - João 8:32. E qual é essa verdade? A própria bíblia nos responde por 5 partes principais:

1º - Deus: "Mas o Senhor Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno; ao seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação." - Jeremias 10:10
Pois só Deus é amor (I João 4:8). Só Ele é digno de adoração (Lucas 4:8) e só Ele pode nos perdoar (Marcos 2:7).

2º - Jesus: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." - João 14:6
Só Jesus é nosso Mediador (I Timóteo 2:5), é nosso Advogado (I João 2:1), e nosso Salvador (II Timóteo 1:10).

3º - Espírito Santo: "Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade." - 1 João 5:6
Só o Espírito Santos é quem nos convence do nosso pecado, da justiça divina e do futuro juízo (João 16:7-8). Ele é quem nos capacita para toda boa obra com dons diversos (Hebreus 2:4).

4º - A Palavra de Deus (Bíblia): A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre. - Salmos 119:160
Só ela nos santifica através do seu estudo e leitura (João 17:17) e nos ilumina quanto o caminho a se seguir e revela a plena vontade de Deus (Salmo 119:105).

5º - A Lei de Deus: "A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade." - Salmos 119:142 e "Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade." - Salmos 119:151
A palavra de Deus é expressão de Seu caráter. 
Só ela nos revela como demonstrar o amor a Deus acima de todas as coisas (Deut. 6:5 e Mat. 22:37) e como amar o próximo como a nós mesmos (Lev. 19:18 e Mat. 22:39).

Você pode dizer que conhece todas estas verdade. E apesar de a própria Bíblia dizer que conhecendo a verdade ela nos libertará, é possível conhecer e não se firmar nesta verdade... então, não serás liberto de fato. E um bom exemplo que temos disso é Satanás. Ele tem o pleno conhecimento, porém nunca se firmou na verdade que sabe; ao contrário, tornou-se o pai da mentira, pois tem prazer em distorcer e deturpar tudo relacionado as verdades que citei acima (Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. - João 8:44).
De fato, em nosso meio temos muitos seguidores de Satanás, que se camuflam de ministros de Cristo, mas operam de forma fraudulenta a fim de enganar pessoas (II Coríntios 11:13-15).

Jesus clama a nós que não sejamos semelhantes a Satanás, pois o fim dele será trágico: "Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários." - Hebreus 10:26-27. Mas, Ele nos clama a ser Seus seguidores de fato. Jesus é capaz de nos suster, perdoar e guiar, não importa quão longe já tenhamos ido em nossa caminhada, "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." - Hebreus 4:15
Por fim, o próprio Jesus intercede por nós: "Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." - João 17:17.
Se não estivermos alicerçados na Palavra de Deus, firmes em Seus preceitos, e crendo no que Ele nos revela, jamais teremos firmeza e o real conhecimento da verdade. Quando temos Ele como verdade absoluta em nossa vida, podemos distinguir sabiamente o que é verdade e o que é mentira neste mundo, mesmo que a ciência tente comprovar.

"Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade." - 1 João 2:21



terça-feira, 13 de maio de 2014

Infelizes, ingratos ou os dois?


Já analisou como são as pessoas infelizes?
Geralmente elas reclamam de tudo e de todos. Não gostam de pessoas, não gostam de animais, destroem e denigrem a natureza; parece até que o mundo jaz nas trevas intensas.
O grande mal das pessoas infelizes é que são constantemente ingratas! Sim, ingratas! São praticamente incapazes de reconhecer a beleza de uma flor, a pureza de um bicho, o amor de uma pessoa, tudo que o mundo tem de bom a oferecer. Não se contentam com o trabalho que possuem, não gostam da casa que habitam, não valorizam a família que possui, reclama e desperdiça da comida e da água que possuem.
Curiosamente, uma pessoa infeliz é incapaz de enxergar a necessidade alheia! Dificilmente se comove com a necessidade alheia, e sempre acha que não possui o suficiente, chegando a ser levada a pensar que SE tivesse determinada coisa ou pessoa seria então de fato feliz. Pobre alma! Quão mesquinha se tornou com sua infelicidade! Quão ingrata é com as bençãos que possui!
Por outro lado, pessoas agradecidas são bondosas, amáveis, compreensivas, caridosas... são felizes! Conseguem enxergar o que há de belo, de puro, de perfeito, de amável e bondoso que existe.
Infelizmente, o infeliz não busca a verdadeira fonte da felicidade, porque se acha auto-suficiente para buscá-La. Acha-se tão cheio de opções sem efetiva valia em sua vida, que não consegue enxergar que Deus é o único capaz de fazer abundar tudo que possui, de trazer luz ao seu coração enegrecido pela infelicidade que buscou colocar em coisas.
Não é por acaso, nem de se estranhar, que as pessoas infelizes e ingratas com a própria vida são as que comentem todos os tipos de perversidades e malignidades das quais vemos todos os dias. Pessoas que querem privar os outros das bençãos, porque não sabem aproveitar das bençãos que recebem e possuem.
De fato, felicidade não se conquista com pessoas ou coisas, porque coisas se acabam e pessoas se vão e até nos decepcionam. Felicidade só se conquista com a paz de espírito, uma vida íntegra, um coração abnegado e em comunhão com Deus, o Autor da Vida!

"Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes." - 2 Timóteo 3:1-5

"Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus. Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso." - Lucas 6:35-36

Quem é você de fato?

Quão difícil é nos identificarmos como somos de fato!
Muitas vezes somos levados pelo ego, ou conhecimento, ou influências... podemos com grande facilidade nos modificar em caráter, jeito, fala, pensamento, conhecimento, atitudes. Tudo isso pode ser diferente quando sofremos a interferência das pessoas - e isso é sempre!
Ao longo da vida tentamos nos identificar, descobrir os gostos reais, tomamos um jeito de andar e falar, adaptamos os pensamentos às opiniões e coisas que presenciamos, lutamos para escolher uma profissão que nos guiará pela vida toda. E, por incrível que pareça, tudo isso muda! Há pessoas que mudam a profissão nas idades mais avançadas.
Mas, falando de caráter e personalidade, quem você é de fato? Como você age cotidianamente? Qual sua atitude ante o justo e correto, apoia ou faz igual? E qual sua atitude quando em face de um ato injusto e/ou incorreto? Pensa? Age? Recrimina? Ou Apoia?
Interessante é pensar como mudamos constantemente.
Confesso que não sei muito qual minha reação ante uma situação extrema, muito embora não me veja como uma pessoa violenta, nem vingativa, nem pesarosa. Procuro prezar pela amistosidade, pela paz e pela alegria. Mas, nem sempre é assim conosco, não é!? Há dias em que não estamos com o melhor ânimo, e à menor palavra que soe distorcida, revelamos nosso lado grosseiro e impaciente de ser. Digo por aplicação própria a minha pessoa... e sei que você pode se encaixar nessa personalidade.
A verdade, é que somente Deus conhece quem somos de fato! Ele conhece nosso caráter, nosso pensamento mesmo ainda no subconsciente, nossas motivações em cada ato e palavras proferidas. Ele sabe quem eu sou, antes de eu mesma me conhecer!
E, a bem dessa verdade, só descobrimos quem somos de fato, quando nos colocamos ao lado de Deus. Somente sob a luz de Cristo, vemos a escuridão da nossa alma, cheia de trevas e perversidades que não víamos. Só através dEle podemos nos conhecer, ver nossas necessidades reais, ter revelados os nossos pecados, sentir a verdadeira necessidade de mudança e transformação que só Cristo pode efetuar.
Somente quando conhecemos a Deus, podemos nos conhecer verdadeiramente, porque então saberemos o quão pecadores somos, e o quanto necessitamos dEle!

"Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. 
Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. 

Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se." - Apocalipse 3:15-19

Tudo é Graça de Deus

Uma das coisas mais complexas (aos olhos alheios) na Bíblia, é entender a relação entre salvação pela graça e a prática das leis de Deus. Na verdade, não diria nem tanto a prática em si, mas a validade das leis.
É comum ouvir entre os crentes em Deus que a lei fora abolida na cruz mediante o sacrifício de Cristo. Mas, ao mesmo tempo me vêm diversas perguntas que não são respondidas pelos mesmos, e que gostaria que você analisasse. De fato, a Lei de Deus não é 1, nem somente as 10 contidas em Êxodo 20:3-17. Em uma leitura sobre o livro das leis chamado de Levíticos, podemos ver diversas leis: de saúde, de conduta, de justiça, de culto, de sacrifícios, de educação, de casa, etc. 
Olhando tudo isso (que não citarei aqui porque é grande demais), gostaria que você pensasse no seguinte: poderia a morte de Jesus anular uma lei e validar o consumo de qualquer tipo de alimento, sabendo Deus que a morte de Cristo não fez nenhum animal impuro agora limpo,  que aliás, o deixa como sempre fora? Poderia a morte de Cristo, tornar uma pessoa livre para ser adúltera, homicida, mentirosa, sodomita, caluniadora, idólatra, desonrosa aos pais, cobiçosa? Poderia a mesma morte, tornar legal qualquer falta de punição ante um ato de assassinato, roubo, ou outro tipo qualquer? Você com certeza dirá: "claro que não! De onde tirou isso?" E eu digo, é o que querem fazer com a Palavra de Deus todos os que dizem ser a Lei então abolida.
De fato, houve sim uma em especial que tornou-se nula pela morte de Cristo e Sua ressurreição: a lei dos SACRIFÍCIOS. Todo pecador deveria comparecer diariamente ao Tabernáculo a fim de oferecer sacrifícios de cordeiros para que pudesse obter remissão de seus pecados (logo vemos que a salvação não é uma única vez para sempre, mas um ato contínuo, diário, de comunhão vitalícia com Deus). Com a morte de Jesus, vemos que Ele mesmo fora o Único, Perfeito e Eficaz sacrifício necessário e definitivo para a remissão dos pecados, não sendo mais então necessária a morte dos cordeiros sem manchas e defeitos que O simbolizavam. (Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas. Dia após dia, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres religiosos; repetidamente oferece os mesmos sacrifícios, que nunca podem remover os pecados. Mas quando este sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus. Daí em diante, ele está esperando até que os seus inimigos sejam colocados como estrado dos seus pés; porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados. - Hebreus 10:10-14).
A bem da verdade, não conseguiríamos saber o que é pecado ou não sem uma diretriz. Você poderia saber que é proibido andar a 200km/h em algum lugar se isso não fosse respaldado por alguma lei? Claro que não! A lei serve de guia para normatizar condutas. E de fato, só é livre de verdade quem anda de acordo com as regras, pois se não estaria você a mercê do cárcere da transgressão.
A lei de Deus é como um espelho que mostra-nos onde erramos, o que precisamos mudar, e Quem é que pode nos moldar. Ela nos mostra a nossa necessidade de Jesus ("De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. - Gálatas 3:24), ou seja, ela nos mostra os nossos defeitos e nos conduz Àquele que pode nos tornar perfeitos. Ninguém deve seguir a lei para ser salvo, mas praticá-la em sua vida para que se mostre aos outros a Quem servimos de fato, de Quem somos verdadeiros seguidores. Se somos cristãos, porque não fazer o que Cristo fez?
Verdadeiramente ninguém é salvo porque faz coisas boas, mas as faz porque é salvo, porque Deus é o seu guia, e porque o amor já está em seu coração.
Se a lei fosse o caminho da salvação, para que então sacrifício de Cristo? Somente a graça (o amor e o perdão por méritos no sacrifício) de Jesus podem nos salvar! Nada do que façamos pode ser justificado para a salvação, pois de fato "Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe." - Isaías 64:6. Nada do que venhamos a fazer poderia nos salvar... a não ser aceitar o favor imerecido de Deus em nossa vida, em nos aceitar, amar, perdoar e salvar!
A prática da Lei (do amor e do bem) reflete o caráter de Jesus em nós. As pessoas visualizam a Deus quando pela prática somos diferenciados... e não o fazemos para ser, mas porque já somos salvos nEle. Se não temos em nós o caráter de Cristo, de fato não somos cristãos!

Os olhos como janelas da alma

"Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal, é esse o homem que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará. Seus olhos verão o rei em seu esplendor e vislumbrarão o território em toda a sua extensão." - Isaías 33:15-17

Você já parou para analisar como é influenciado por tudo aquilo que vê?
A violência é algo crescente de uma maneira tão assustadora, que passou a ser comum atos violentos com fins "justificáveis" para a justiça. Pessoas usam da agressão para justiçar algo que julguem errada... a chamada justiça com as próprias mãos. Só por estes dias, presenciamos noticiários de pessoas que foram cruelmente atacadas por serem sentenciadas por outros - inocentes e até culpados por algo, mas que foram tidas por condenáveis aos olhos dos agressores.
A grande verdade é que estamos habituados à violência. Acostumamos rotineiramente nossa mente às cenas degradáveis, coisas horrendas, atos bárbaros... e muitas vezes nem nos incomodamos tanto. Você pode achar isso um absurdo, mas darei alguns exemplos:
- Mortes: você passa e vê uma pessoa morta; muitas vezes antes de lamentar a morte, sua mente é levada a ficar visualizando a cena até ver no que vai dar - na retirada do corpo, de alguém que saiba lhe dizer a causa morte, uma foto para mostrar a alguém.
- Acidentes: você vê um acidente, e a primeira coisa que passa na cabeça de muitos é registrar a imagem antes de chamar o resgate. Muitos ainda acusam a vítima caída da provável negligência de uma das partes. Outros aproveitam o súbito para subtrair os pertences da vítima.
- Noticiários: esse é um dos que mais nos causa frieza! Já reparou em quantas tragédias nos são noticiadas todos os dias nas emissoras, rádios, internet e até mesmo pelo Facebook? Mortes, assaltos, guerras, conflitos, ciúmes, inveja, discussões, discordâncias, etc. Tudo hoje é motivo banal para matar alguém. Mata-se uma pessoa como se pisa em baratas! Triste!!!
Lidamos com a tragédia todos os dias, o dia todo... e o que temos feito contra? Podemos até dizer que nos comovemos, que ficamos tristes... mas fato é que algumas coisas soam mais horríveis a nós que outras, e isso vai cauterizando a nossa mente. Ninguém se torna insensível do dia para a noite, é algo que adaptamos nossa mente a ser assim, pelo tanto contemplar que nos colocamos.
Reparou no texto bíblico? Podemos não ser assassinos, nem assaltante propriamente dito. Mas, podemos estar a trilhar o caminho do mal quando: andamos em má companhia, falamos palavras torpes, nossos pensamentos são escusos, obtemos lucro injustamente sobre algo, aceitamos e fazemos suborno a fim de não sofrer as penas, abrimos nossos ouvimos diariamente para ouvir da violência, maquinamos o mal ao outro em nossa mente... alimentamos tudo que há de ruim dentro de nós, e não percebemos!
A grande verdade é que nossos olhos são as janelas da alma! Assim como nos colocamos a olhar o tempo pela janela de casa todas as manhãs antes de sair de casa, muitos de nós alimentamos nossa mente olhando e armazenando coisas ruins todos os dias, desde cedo até o anoitecer. 
Por mais bondosos e carinhosos que sejamos, mal percebemos que com tempo nossas atitudes vão mudando, nossas palavras são mais agressivas, nosso senso de justiça se torna entorpecido... nossa razão esvai-se pela insensibilidade.
Tudo que nós precisamos é de Deus! Contemplar as belezas da criação divina, praticar a caridade, o amor e bondade pregados e ensinados por Cristo, esperar pela justiça humana e se esta não vier, a divina (que certamente virá mesmo que já tenha havido a terrena), ser honesto, justo, leal, cortês... assistir programações que nos aproxime de Deus e das pessoas, ler coisas que tornem nossa mente mais ativa, viva, feliz, serena e culta. Aprender de Deus a falar, andar, pensar, e viver!
Ser uma pessoa melhor pelo que contemplamos não é difícil... mas não tão fácil no mundo de hoje. Mas, prive sua mente daquilo que o degenera... abra sua mente e seus olhos àquilo que é nobre. 

Por fim amados, "examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal." - 1 Tes. 5:21-22, pois lembre-se que "Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! - Mateus 6:22-23